Infertilidade Masculina - Urologista no Porto especialista em disfunção erétil - Prof. Nuno Tomada Infertilidade Masculina - Urologista no Porto especialista em disfunção erétil - Prof. Nuno Tomada
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Doenças

Infertilidade Masculina
Dra. Ana Cristina Spínola

A infertilidade masculina é definida pela Organização Mundial de Saúde como a incapacidade de um casal obter uma gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas. Cerca de 15% dos casais procuram tratamento médico para a infertilidade. Em 50% dos casos existem fatores de infertilidade masculina associados (Tabela 1) e/ou parâmetros anómalos do sémen.

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Mesmo assim, e em 30-40% das situações, não são encontrados fatores causais, não existe história prévia de doenças afetando a fertilidade, alterações ao exame físico ou resultados endócrinos anormais, designando-se a situação de infertilidade masculina idiopática. Nestes casos a análise do sémen revela, frequentemente, a diminuição do número de células espermáticas, da sua mobilidade e a presença de formas anormais – síndrome oligoastenoteratozoospermia.

VARICOCELO
O varicocelo é uma anomalia física comum em 11,7% dos homens adultos e em 25,4% dos homens com análises anormais do sémen e resultante da dilatação varicosa do plexo pampiniforme.

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O seu diagnóstico é essencialmente clínico, podendo ser necessária a realização de ecografia escrotal e estudo dinâmico com Doppler vascular colorido.
As implicações andrológicas relacionam-se com a falência do crescimento e desenvolvimento testicular ipsilateral, sintomas de dor e desconforto, e infertilidade masculina. Relativamente a esta última não está descrita uma associação exata tendo sido, contudo, verificada uma melhoria da qualidade do sémen após correção cirúrgica.

Estão disponíveis várias as modalidades de tratamento, Tabela 2.

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A microcirurgia inguinal ou subinguinal, apesar de tecnicamente mais exigente, tem a maior taxa de sucesso na cura do varicocelo, sendo considerada a técnica gold-standard. Apresenta, face às outras opções terapêuticas, menor taxa de recorrência (0,8-4%) e menores taxas de complicações como o hidrocelo pós-cirúrgico, lesão da artéria testicular ou hematoma escrotal.

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